MAIS UMA ESTUDANTE DA UFSJ: MARIANA VICTORIA

Mais um dia que se passou, de volta para casa após um dia atribulado na faculdade. Ao chegar, me deparo com minha colega de quarto, tão cansada quanto eu se preparando para ir dormir. Mas antes dela se deitar proponho uma entrevista. Sem entender muito ela acaba aceitando. Assim começa nossa conversa, nós duas  em nosso quarto (um tanto quanto bagunçado). Eu sentada no chão e ela na cama envolta em suas cobertas visivelmente confusa e cansada, achando-me um pouco doida provavelmente.

Mariana Victoria, 19 anos, originária de Belo Horizonte, atualmente cursando Arquitetura e Urbanismo na UFSJ, nascida no dia 15 de julho, começou sua jornada no mundo de uma  forma complicada devido a um problema no coração, ainda com quatro dias de vida teve de ser submetida a uma cirurgia, seus pais tiveram que tomar uma grande decisão ou permitiam essa cirurgia arriscada na filha recém-nascida ou futuramente ela desenvolveria sérios problemas cardíacos. ‘’Algumas pessoas desenvolvem problemas com cicatrizes, já eu gosto muito da minha, pois conta uma parte da minha história’’

‘’Fui uma criança comum, cresci num bairro de classe média há um quarteirão da casa dos meus avós’’ , a mãe de Mariana sempre encheu seus filhos de atividades, sendo assim ela e seu irmão tinham uma rotina bem corrida, aos cinco anos começou a florescer um interesse pela pintura e pelo meio artístico, fazia aula com um vizinho e amigo da família. ‘’Ele mudou completamente minha concepção sobre o que era arte, sou muita grata por isso’’.

Mariana Victoria (a esquerda) com uma colega na infância

Aos 13 anos, uma reviravolta chegou a sua vida, devido a problemas tanto financeiros quanto no relacionamento de seus pais, levaram ela e sua mãe a mudarem de cidade elas foram para São Tiago, “No início, foi sofrido pois eu era muito apegada ao meu pai e só poder vê-lo de 15 em 15 dias era péssimo’’ , ela conta que se sentia muito sozinha, pois quase não via sua mãe devido ao trabalho da mesma. Porém, segundo a adaptação para uma cidade menor foi muito tranquila fez muitos amigos além de gostar muito da escola.’’ O único problema de São Tiago é que por ser uma cidade pequena não tem nada para fazer, e quando se é adolescente você acaba fazendo coisas um tanto irresponsáveis eu comecei a beber muito nova devido a essa falta do que fazer’’.

A estudante acompanhada do irmão e da mãe

Perguntei sobre a mudança para São João del-Rei, segundo Mariana foi tudo muito corrido pois ela passou para UFSJ na chamada presencial tendo só três dias para arrumar tudo, porém arquitetura sempre fora seu sonho’’. O curso é muito pesado, porém para mim foi uma das melhores surpresas, pois eu estudei minha vida inteira para passar na UFJF e acabei vindo parar aqui e com toda certeza eu não me arrependo’’, ela me contou como o curso faz diferença dentro de uma cidade histórica. ‘’Em cidades históricas é muito comum o conflito entre o moderno e o antigo, acaba que o arquiteto entra nesse meio de campo, essa questão mexe muito dentro da cidade economicamente falando inclusive, o turismo é exerce muita influência na região é muito interessante poder estar cursando arquitetura em um lugar com tantas nuances, eu com toda certeza sou muito feliz com a minha vinda pra cá’’.

Mariana ingressou na UFSJ em Arquitetura e Urbanismo em 2018/1

Foto: Acervo pessoal