Tormento

Artigo de Opinião – Vereadora Wanderléia Velho Napoleão
Foto: DHA / AP

Quem assistiu ao vídeo da cinegrafista húngara Petra Laszlo dando rasteira e chutando refugiados, inclusive crianças, que tentavam cruzar a fronteira da Hungria com a Sérvia, com certeza sentiu, e como eu , alguns devem ter
se perguntado se aquela pessoa é realmente “um ser humano capaz de compaixão”.

A imagem de Aylan, menino sírio afogado na praia da Turquia, chocou o mundo e se transformou em uma espécie de símbolo para que as autoridades discutam menos de 
quem é a responsabilidade por abrigar refugiados e tomem medidas para acolher pessoas que fogem das guerras.

Quantas crianças precisam ser mortas para que o mundo acorde? Quantas crianças abandonadas nas drogas, nos assaltos e crimes precisam ser mostradas para que o nosso País entenda que estamos numa guerra?

Guerra provocada pela falta de conhecimento, pela corrupção, pela intolerância, pelo comodismo, pelo oba-oba de muitos, que riem dos que não sabem, mas fingem saber. Enquanto nós aceitarmos que o sistema é um fantasma invencível, nada conseguiremos.

É preciso encarar os engodos, os “sabe tudo”, os “ditos competentes” e dizer: “Eu não concordo!”. “Não quero ser cúmplice da morte de muitos por falta de atendimento médico!”.

Digo não aos excessos de gastos públicos com fogos, festas e homenagens. Levanto a bandeira do próximo. Acredito que muitos daqueles que se beneficiem, sentiriam vergonha ou, pelo menos, ficariam incomodados se soubessem que, de fato, estão contribuindo para um mundo injusto e desumano.

Afinal, oportunidades no serviço  e de serviço público, de acordo Andrea Russar Rachel, juíza de Direito no Tribunal de Justiça do Estado no Paraná, devem ser pautados pelos seguintes princípios; Princípio da regularidade; Princípio da eficiência; Princípio da continuidade; Princípio da generalidade; Princípio da atualidade; Princípio da segurança; Princípio da modicidade e Princípio da cortesia.

E, infelizmente, não é o que estamos vivenciando. Precisamos nos unir para fazer valer o que realmente é justo para todos.

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