No período da Piracema, Polícia Ambiental reforça fiscalização em Barroso

Sargento da Polícia Ambiental gravou entrevista com a TV Integração
nas imediações da Ponte do Arco, em Barroso.

A Polícia Ambiental reforçou a fiscalização nos rios da região, especialmente no Rio das Mortes, que corta a cidade de Barroso. Tudo isso em razão durante a Piracema, período em que os peixes se reproduzem. A Piracema teve início neste mês de novembro e se estende até fevereiro de 2015. Neste ano, outra preocupação é com a seca prolongada e com o baixo nível da água nos rios. Durante a Piracema, a atividade de pesca é interrompida para que os cardumes possam se reproduzir. Nenhum peixe nativo pode ser pescado ou comercializado.
   
O oficial da Polícia Militar de Meio Ambiente, Sargento Edilson Resende, esteve em Barroso para gravação de uma reportagem especial sobre o assunto, concedendo entrevista à TV Integração – Afiliada Rede Globo, que foi acompanhada pela equipe do Jornal Primeira Página. A matéria foi ao ar no início da semana (assista à matéria completa neste link). Ele destacou que, nesse período fica proibida a captura de qualquer peixe natural da nossa bacia. “São peixes das espécies traíra, mandi, curimba e outros, com exceção das tilápias que, são peixes liberados para a pesca, geralmente encontrados em estabelecimentos pesque-pague”, esclareceu o militar.

Segundo a reportagem, os comerciantes só podem vender peixes estocados caso tenham realizado declaração junto aos órgãos competentes. Ainda de acordo com a matéria, o Rio das Mortes é um dos mais fiscalizados pelos militares. O baixo volume de água no Rio das Mortes preocupa as autoridades, já que isso impede que os peixes façam o trajeto rio acima para a desova, o que pode resultar em uma diminuição considerável de vida no rio no próximo ano.

Um pesquisador da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Gabriel Yasbech, explica que quanto mais as pessoas desrespeitam a Piracema, por exemplo capturando fêmeas grávidas, menor vai ser a população esse peixe na próxima geração. A gente quer ver os peixes no rio e precisamos deles no rio. Por isso devemos ser rigorosos em relação ao período da Piracema”, afirmou ele, garantindo que os efeitos desta seca podem se estender negativamente por dois anos.

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