22 de maio é Dia do Abraço

Hoje, 22 de maio, é o Dia do Abraço. Para muitas pessoas, esse simples ato é apenas uma forma de cumprimento, no entanto, o gesto vai além da mera
formalidade.
Samara adora distribuir abraços entre seus amigos
e familiares. Foto: Arquivo Pessoal
Para pessoas como a barrosense Samara Moura, que adora abraçar e ser abraçada, Cazuza estava certo
quando dizia que “o abraço é o encontro de dois corações”. A
estudante afirma que, além de uma forma de carinho, um abraço a faz sentir
segurança. “Receber um abraço é sempre bom. Sempre que alguém me abraça,
me sinto especial, e na minha opinião é uma das melhores maneiras de demonstrar
carinho. Aqueles abraços demorados são os melhores, pois, além de me fazerem
sentir bem, me fazem sentir protegida de tudo, nem que seja por alguns minutos.
Me deixam bem o resto do dia”, declara.
E, de acordo com especialistas, Samara não está errada em sua concepção sobre o abraço. Segundo a neurologista Sonia Brucki, vice-coordenadora do departamento de neurologia cognitiva e do envelhecimento da Associação Brasileira de Neurologia. O abraço faz com que o cérebro libere dopamina e serotonina, hormônios do prazer. “Você estabelece uma empatia com a pessoa, percebe o sentimento dele. Isso dá uma sensação prazerosa”, explica.
Estudo realizado pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, indica que abraçar diminui os níveis de cortisol e a norepinefrina, hormônios relacionados ao estresse, além de diminuir a pressão sanguínea, o que previne doenças cardíacas.
A Terapeuta Ocupacional Kênia da Silva reconhece o
 abraço até como parte do tratamento para os idosos
De acordo com a psicóloga Fernanda Ribeiro barbacenense, esse gesto de
carinho é muito importante e deve ser usado como uma forma de aproximar as
pessoas também dentro do ambiente familiar. Segundo a especialista, as pessoas
tem o costume de abraçar amigos na rua, nas festas, na sala de aula, mas acabam
se esquecendo de repetir o gesto em casa. “Muitos filhos acham brega
abraçar os pais e os próprios pais às vezes reclamam que estão cansados demais
para se lembrarem de um momento de carinho com seus filhos”, relata a
profissional, lamentando que as pessoas acabam se esquecendo de manifestar esse
bem-querer com aqueles que são mais próximos. A psicóloga ainda destaca que “abraçar é como dar parte
do seu tempo de graça, não para corrigir, nem para pedir. É um gesto de
afeto”, finaliza.
Para a Terapeuta Ocupacional do Lar Nossa Senhora de Fátima, Kênia Patrícia da Silva, não tem como mensurar os benefícios de um abraço. “A partir de uma prática simples e flexível de um abraço forte, podemos promover a um idoso um momento de conforto e imensa alegria e é assim que faço todos os dias que estou no Lar Nossa Senhora de Fátima. Acho que preciso mais do abraço deles do que eles do meu. Quando abraço um idoso, sinto a presença de Deus em minha vida”, declara.
Juan Mann e seus “Free Hugs”
Ciente da importância do abraço, o australiano Juan Mann teve, em 2004, a ideia de criar uma campanha “Free Hugs” (Abraços Grátis), em Sydney. Ele saiu às ruas abraçando as pessoas, com objetivo de transmitir alegria para conhecidos e desconhecidos. Dois anos depois a banda Sick Puppies destacou a iniciativa em um videoclipe, momento em que o mundo passou a conhecer a campanha, que tem até site oficial, o www.freehugscampaign.org.
Muitos países aderiram à campanha e hoje também promovem sua versão dos “Free Hugs”. No Brasil,  a campanha já é realizada por muitas pessoas, empresas, grupos e entidades. O Free Rugs Brasil, inclusive, tem uma página no Facebook para motivar a prática do abraço entre pessoas de todas as idades.
E você, o que está fazendo aí, parado, lendo está matéria? Levante-se e distribua abraços, distribua afeto, carinho, segurança e… uma boa dose de dopamina e serotonina, os hormônios da felicidade, por meio desse gesto tão simples…!

Leave a Reply